terça-feira, 18 de julho de 2023

RH PRO DAY AFTER I

 

 

Boanerges Cezário*

Olá, pessoal

 

Vários colegas me perguntam nos diversos grupos, que participo sobre a carreira de Servidor Público.

Diversas perguntas, que pela generalidade são inerentes à qualquer carreira, não só a de servidor.

Acho que me perguntam porque comecei a carreira no RH de outra instituição e lembro de muitos casos.

Então, resolvi, iniciar uma série de  dicas sobre carreira no serviço, tanto para iniciantes e aqueles que já estão no final, nos quais me incluo.

É comum indagações assim, pois tudo que se faz na vida, incluindo carreira pessoal, é bom se ter uma ideia de planejamento, mesmo sem ter certeza, é bom se desenhar um plano mesmo que seja provisório.

Algumas indagações, que recebo, são de colegas que estão perto  da aposentadoria e perguntam sobre o que fazer após a publicação da portaria, concedendo o direito à aposentadoria...mas e depois? O que fazer? O famoso day after chegou e agora?

De vez em quando a gente vê a mídia publicando textos falando sobre programas de aposentadoria para empresas e instituições, mas enfim qual seria o seu plano para aposentadoria?

Lembre-se que mais importante que pensar em “pegar o pijama” (olha como se falava antes!), é planejar a chegada da nova estrada que você tem a trilhar.


Author*

quarta-feira, 27 de março de 2019

JUSTIÇA SEM PAREDES E O PROCESSO VIRTUAL






Boanerges Cezário*
      A virtualização do processo e dos procedimentos na justiça é um processo irreversível e está em estágio bastante avançado.
      A velocidade das transformações econômicas atinge a justiça, e qual a resposta que se deve apresentar?
      Trabalhar com novas tecnologias, diante de tantas exigências, é sinônimo de ganhos de produtividade.
      Todos os servidores e membros do Poder Judiciário continuarão imbuídos de quebrar os paradigmas das vetustas formas de trabalho.
      Os serventuários das secretarias poderão trabalhar à distância, pois o acesso remoto às minutas, às bibliotecas e aos bancos de jurisprudência torna desnecessária a presença física nas dependências da Justiça, dos envolvidos na entrega da prestação jurisdicional, principalmente no tocante aos atos de lavrar sentenças, despachos, decisões e outros expedientes.
      O oficial de justiça do tempo dos autos de papel, o longa manus, está agora acumulando a atribuição de “longa mouse”, pois, antes de qualquer diligência, ele tem de enveredar pelos bancos de dados disponíveis na internet (Renajud, Cartórios, Detran, CNIS, dentre outros). Até a localização dos endereços e dos imóveis agora pode ser feita com o auxílio de mapas digitais, GPS etc.
      Lembro de uma decisão antecipadora dos novos tempos, lavrada há 8 anos, cujo teor transcrevo abaixo:

Servidora do TRF em Porto Alegre ganha direito de trabalhar da Espanha

DE PORTO ALEGRE - Uma servidora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região conseguiu o direito de trabalhar à distância na Espanha por dois anos.
Cristiane Meireles Ortiz, 32, é analista judiciária na sede do TRF, em Porto Alegre e, a partir desta semana, irá trabalhar em Madri. O marido, delegado da Polícia Federal, foi destacado para missão na Europa. Pela internet, ela receberá ordens da juíza para quem trabalha, Maria Lúcia Luz Leiria. A iniciativa foi da própria juíza, que diz que não poderia ficar sem uma servidora e que há meios para que ela trabalhe à distância. O pedido foi aceito pelo conselho que administra o tribunal. O órgão considera que há "uma mudança de referenciais no ambiente profissional" e que deveria acompanhar "os novos tempos".

A analista judiciária é responsável por ajudar a juíza a fazer relatórios e pesquisas para fundamentar suas decisões.
Despesas, como internet, serão pagas pela funcionária.
Normas internas não permitiriam contratar um substituto por dois anos ou realocar outro servidor, diz o tribunal.
A servidora tinha direito a tirar licença não remunerada. Um analista judiciário do TRF ganha a partir de R$ 6.550 ao mês. A Folha não conseguiu localizar a servidora ontem.

Fonte: Folha de São Paulo, de 19.07.2011

      A vantagem disso é a economia de energia, menos trânsito na rede dos fóruns, menos consumo de papel dentro da justiça, evitando também que o magistrado perca um servidor competente e apto para auxiliá-lo só por causa do afastamento.
 Em regime de home office, produtividade e rapidez são consectários naturais, apesar de pensamentos contrários.
      O mundo está em plena mudança, onde servidores e membros do Poder Judiciário têm de enfrentá-la, atentando que devem: 1) aprender a trabalhar e a conviver com trabalhadores sob este novo regime; 2) conhecer as estratégias, modelos e metodologias desse tipo de trabalho; 3) desenvolver e cultivar os comportamentos que dão maior produtividade, mais resultados e mais tranquilidade.
      E isso tudo, para que todos se beneficiem, deve ser experimentado dos dois lados: por aqueles que continuarão com atividades mais internas e por estes novos segmentos desenvolvedores de atividades home-officers.
  Na prática, alguns já fazem isso. O que está errado é o comportamento omisso de muitos, que resistem e não veem que o “processo de papel” vai deixar de existir, e o processo virtual, que já chegou para ficar, tem espaço e atribuições para todos. Basta se enquadrar, quebrar paradigmas e lutar sempre pela inclusão digital.




*Oficial de Justiça


terça-feira, 5 de julho de 2016

O BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR


Boanerges Cezário*

Caro leitor, a frase acima foi proferida por Edson Arantes do Nascimento (Pelé) nos idos do anos 70 , se a memória não me trai momento, pois nasci no século passado e por essas alturas os algoritmos cerebrais já não coadunam mais as informações com perfeição.
Mas, antes de mais nada, devo dizer que , mesmo sendo descrente do futebol no Brasil e do Brasil, Pelé não virou Rei por acaso.
Lembro que a imprensa e demais formadores de opinião, na época,  jogaram toda a ira sobre a frase dita pelo Rei.
Que podemos concluir agora, inclusive para, se eu quisesse,  encerrar o artigo por aqui?
O REI ESTAVA CERTO.
Toda essa balbúrdia no Congresso, toda essa rede de corrupção impregnada no corpo da sociedade brasileira feito uma metástase, prova que o BRASILEIRO NÃO SABE VOTAR.
(...)
Blogueiro*