sábado, 10 de agosto de 2013

CRISE FISCAL SEM FIM?



*Boanerges Cezário


Os gestores públicos não podem mais fugir à necessidade de emprestar eficiência ao aparelho estatal. 
Como é sabido, em face das necessidades econômicas, de otimização e do uso racional da máquina estatal, é necessário que se planejem novos rumos para que a Administração Pública verdadeiramente trilhe no caminho do pleno desenvolvimento. 
Não se concebe desenvolvimento se uma folha de pessoal ultrapassa os limites da razoabilidade, engessando os investimentos em infraestrutura, que alavancam a economia, geram empregos e impostos.
Os administradores precisam fazer o seu “dever de casa”, ou seja, emprestar e exigir mais eficiência dos serviços públicos. 
Em matéria publicada no Jornal de Hoje, do dia 31.07.2013, ficou ali evidenciado que o ‘O Estado está tecnicamente quebrado”, deixando bem evidente a necessidade de correções e devidas adequações das despesas da máquina estatal.
Aliás, já em 2010, a imprensa noticiava que o TCE, naquele tempo, já concluia que um ponto nevrálgico a considerar era o crescimento em 90,7% no saldo da dívida ativa em relação a 2008, enquanto que a receita obtida com a sua cobrança foi de apenas 0,14%.

Assevero isso, pois essa novela não é de hoje e sempre a equipe que chega expõe o problema, fala que herdou dificuldades, mas soluções de verdade não aparecem muitas.
Administrar não é fácil e gerir a coisa pública mais difícil ainda.
Ninguém ainda lembrou, mas as Fazendas Estadual e Municipal já possuem as suas Varas Privativas para cobrança da dívida ativa. O desencadeamento de uma operação conjunta entre tais órgãos ensejaria um novo conceito de cobrança, haja vista em muitos casos os devedores serem comuns.
Nesse diapasão, cabe aos gestores revigorarem a execução e a cobrança da dívida ativa, bem como efetivar ações preventivas evitando a inscrição dos valores na dívida ativa.

Portanto, muita coisa há de ser feita, que se fôssemos elencar agora, aqui não seria o espaço adequado. 
O que interessa no momento seria redobrar esforços para efetivação de ações de gestão básicas, em busca da excelência na gestão, que aqui destacamos três: 

1) arrecadar melhor com mais eficiência, tendo as Secretarias de Fazenda e Tributação seu papel revigorado, incluindo reaparelhamento e qualificação de pessoal; 

2) incrementar a cobrança e execução da dívida ativa de forma mais eficaz, realizando concursos para ampliar o quadro de Servidores capazes de enfrentar o desafio de apresentar resultados na respectiva cobrança.

3)em relação à folha de pessoal, a definição de critérios de planos de capacitação de pessoal é sem dúvida um ponto a ser questionado e cobrado dos gestores e servidores, pois não adianta aumentar salários sem ensejar  melhoria na qualidade do serviço.


Antes só os Municípios pareciam ser o extrato onde a conta do descontrole aparecia mais evidente, agora o Estado também, mesmo com todo o aparato legal e fiscalizador que se tem hoje.


Por fim, há algum tempo, um jornalista de outro veiculo da imprensa daqui, falando sobre outra crise parecida, dizia o seguinte: “Crise há, sim, grande; mas não há mártires; nem ingênuos”.


A frase foi dita há três anos, mas ainda serve para hoje.


* Boanerges Cezário
Estudante de

 Geografia/UFRN
boanerges.cezario@gmail.com


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